Resumo dos 5 principais acontecimentos da COP15

Foto da raiz de uma árvore bem grande para ilustrar post sobre o resumo dos 5 principais acontecimentos da COP15. Foto: Jesse Klein/GreenBiz/Reprodução.
A COP 15 ou COP da Biodiversidade terminou com 23 metas globais para a natureza. Foto: Jesse Klein/GreenBiz/Reprodução.
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A Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, mais conhecida como COP15 ou COP da Biodiversidade, foi realizada este mês em Montreal, no Canadá. Várias empresas, países e organizações sem fins lucrativos usaram o evento de duas semanas como plataforma para lançar iniciativas, fundos e relatórios notáveis para proteger a natureza. Veja a seguir o resumo dos 5 principais acontecimentos da COP15 que decorreram das negociações e reuniões.

1. As nações concordaram com um acordo de Paris para a biodiversidade

A estrutura de biodiversidade global de Kunming-Montreal foi finalizada e a grande vitória foi que 195 nações concordaram em proteger e restaurar pelo menos 30% da terra e da água até 2030, mediante investimentos anuais de US$ 200 bilhões para atingir essa meta.

As 23 metas da estrutura pretendem fazer com que a perda de áreas de alta biodiversidade chegue “próxima de zero” até 2030 e que os processos de restauração ou conservação de 30% dos ecossistemas terrestres, costeiros e marinhos degradados estejam em andamento na mesma década.

Outras metas foram adiadas até 2050, como a prevenção da extinção de espécies. Um novo fundo criado pelo Global Environment Facility vai disponibilizar US$ 30 bilhões de nações ricas para que nações pobres possam criar iniciativas para proteger a biodiversidade.

2. Lançamento da Nature Action 100

A Nature Action 100 é uma iniciativa que visa incentivar investidores e empresas no combate à perda da natureza. O anúncio veio de 12 investidores institucionais (incluindo BNP, AXA Investments, Robeco, Vancity Investment Management, Federated Hermes Limited, entre outros) que clamarão para que empresas e investidores analisem seus riscos e suas dependências da natureza.

O Ceres e o Grupo de Investidores Institucionais sobre Mudanças Climáticas (IIGCC) são dois grupos de especialistas ambientais que ajudarão o comitê gestor a identificar prioridades e planos de ação. No momento, alguns dos objetivos da iniciativa incluem a identificação de 100 empresas que possam apoiar investidores e ações corporativas necessárias para restaurar a natureza, acompanhar o progresso e ajudar as empresas no apoio de políticas relevantes à preservação da natureza.

3. O Canadá vai financiar a conservação promovida por povos indígenas

O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau considerou financiar US$ 800 milhões ao longo de sete anos para apoiar iniciativas (lideradas por grupos indígenas) em quatro áreas de conservação do país. Essa quantia soma-se aos US$ 118 milhões de 2018 e aos US$ 454 milhões de 2021 que também foram investidos em iniciativas de conservação lideradas por indígenas. Tais investimentos são parte de uma reconciliação contínua com os povos indígenas do Canadá para a preservação de 25% das terras e águas até 2025 e 30% até 2030.

Foto: James Wheeler/Pexels

4. Mandato para investimento privado no combate ao desmatamento

O Mandato DCAF da ONG Global Canopy ajudará empresas privadas e familiares no cultivo de carteiras de investimento que não financiem o desmatamento. A meta foca na eliminação do desmatamento de seus ativos em quatro anos. As melhores práticas são delineadas para que gestores de ativos possam identificar e mitigar investimentos que apresentem riscos de desmatamento.

5. Kering e L’OCCITANE unem forças para criar o Climate Fund for Nature                   

O espaço de moda e beleza de luxo ambiciona proteger a natureza por meio de uma meta que comtempla o investimento de US$ 300 milhões, começando com US$ 140 milhões. O fundo apoiará projetos de restauração da natureza de alta qualidade, assim como a transição dos agricultores para práticas agrícolas regenerativas via créditos de carbono. Os projetos direcionados também terão co-benefícios de empoderamento das mulheres com o foco nas regiões onde as empresas obtêm ingredientes para seus produtos.

Artigo original (em inglês) publicado por Jesse Klein na GreenBiz.

Sobre a autora
Jesse Klein é uma jornalista de ciências, negócios e eventos ao ar livre. Ela tem escrito para a New Scientist, Wired Magazine, VICE e The New York Times. Tendo trabalhado anteriormente em startups na região de San Francisco, ela possui uma profunda compreensão de questões urgentes que os negócios do futuro enfrentarão.


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