Baby Boomers são a chave para a sustentabilidade corporativa

Imagem de uma sala de reuniões empresariais ilustra o artigo cujo título diz que os baby boomers são a chave para a sustentabilidade corporativa.
Integrantes da geração baby boomer podem ser o ingrediente secreto para a sustentabilidade corporativa. Crédito: Unsplash/CC0 Domínio Público.

Um novo estudo da Universidade Murdoch, na Austrália, investigou se a composição geracional dos conselhos de administração das empresas afetava seu desempenho quanto à sustentabilidade. O resultado do estudo foi publicado no periódico Business Strategy and the Environment.

Usando dados de 2.162 empresas de capital aberto nos Estados Unidos, os pesquisadores avaliaram como os Tradicionalistas (nascidos antes de 1946), os baby boomers (1946–1964), a Geração X (1965–1981) e os millennials [Geração Y] (1982–2000) influenciavam a sustentabilidade corporativa.

A sustentabilidade foi medida utilizando os indicadores globais de ESG da LSEG (antiga Refinitiv) — um sistema de classificação reconhecido internacionalmente para avaliar as empresas quanto ao seu desempenho ambiental, social e de governança.

De acordo com os resultados, a pesquisa sugere que os conselhos formados por baby boomers melhoraram o desempenho em sustentabilidade, enquanto que os integrantes das gerações Tradicionalistas, X e millennials tendiam a se preocupar menos.

Os pesquisadores descobriram que integrantes das gerações Tradicionalistas e baby boomers precisavam de três diretores no conselho para exercer sua influência, enquanto que a Geração X precisava de dois e os millennials de apenas um.

O autor principal do estudo, Augustine Donkor, da Escola de Negócios da Universidade Murdoch, afirmou que diretores baby boomers contribuem com uma combinação única que envolve larga experiência e pensamento de longo prazo, e que sua abordagem orientada para o consenso reforça uma forte preferência pela colaboração.

“Se as empresas querem fortalecer seu desempenho em sustentabilidade, ter baby boomers no conselho é uma decisão inteligente”, disse ele. “Os boomers trazem visão de longo prazo e uma mentalidade colaborativa que se alinha com os objetivos ambientais e sociais. Nossa pesquisa mostra que sua presença pode pender a balança na direção da tomada de decisão que proteja tanto o planeta quanto o sucesso de longo prazo da empresa”.

O Dr. Donkor disse que suas descobertas desafiaram a crença comum de que diretores mais velhos melhoram o desempenho ambiental e social da empresa somente por conta da experiência e maturidade que têm.

“Experiência sozinha não é o suficiente”, afirmou. “O grupo mais antigo, da geração Tradicionalista, é frequentemente resistente a mudanças – o que pode resultar em atraso para o progresso da sustentabilidade”.

Por outro lado, o Dr. Donkor disse que diretores mais jovens também não são necessariamente impulsionadores da sustentabilidade.

“Gerações como a X e os millennials frequentemente priorizam objetivos de curto prazo e crescimento pessoal na carreira em detrimento de compromissos ambientais e sociais de longo prazo”, disse ele. “Embora tragam energia e habilidades digitais, essas características não se traduzem automaticamente em ações e resultados de sustentabilidade dentro do conselho”.

Se as empresas desejam priorizar a sustentabilidade corporativa, elas precisam incluir baby boomers na composição de seus conselhos, diz o Dr. Donkor.

“Em última análise, apesar de uma mistura geracional agregar valor, nossa pesquisa mostra que os baby boomers são fundamentais para que as empresas possam produzir um impacto ambiental e social duradouro”.

Informação adicional: Augustine Donkor et al., Does Older Mean Better? Analyses of Boards’ Influence on Sustainability Performance, Business Strategy and the Environment (2024). DOI: 10.1002/bse.4083

Fonte: Universidade Murdoch

Artigo original (em inglês) publicado pela Universidade Murdoch na Phys.Org.

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