A NASA diz que viver e trabalhar na Lua será realidade após 2032
A agência espacial americana, NASA, atualizou planos para uma base lunar permanente, com um plano em várias fases culminando em “modelos de habitação semipermanente”.
A NASA divulgou o plano em 27 de maio, aprofundando um anúncio de março que descartou a ideia de uma estação espacial orbital em favor do esquema atual de base lunar após a bem-sucedida missão Artemis II, o primeiro voo tripulado à Lua desde a Apollo 17 em 1972.
Local escolhido para a base
A base será construída em três fases, no Polo Sul da Lua, o qual a agência chamou de “uma das regiões mais estrategicamente e cientificamente valiosas”. Segundo a agência, o Polo Sul lunar tem maior exposição ao Sol, favorecendo o uso contínuo de energia solar.
A primeira fase da missão, prevista para 2029, incluirá reconhecimento e pesquisa robótica. Durante essa fase, “quatro toneladas de carga” serão enviadas para o início dos trabalhos na base.
A segunda fase incluirá “elementos de habitação inicial”, como instalações de geração de energia solar e nuclear, e verá até 24 pousos, além da integração de antenas de comunicação permanentes. Em 2032, a NASA começará a enviar pessoas para a fase três nessa base.
Vivendo na Lua
“[A fase 3] ampliará as operações para alcançar uma presença realmente duradoura, com rotações rotineiras de tripulação e atividade contínua na superfície”, disse a NASA. “Isso é quando viver e trabalhar na Lua se torna uma realidade”.
Nesse estágio, “módulos de habitação semipermanentes” vão permitir que na superfície as pesquisas sejam constantes para investigar campos de gelo e locais de impacto de asteroides.
O administrador espanhol da NASA, Carlos García-Galán, servirá de executivo do programa.
A agência afirmou que confiará em parceiros internacionais e comerciais para desenvolver as capacidades necessárias para esses planos ambiciosos.
“A estratégia da NASA para a Base Lunar está apoiada sobre a participação comercial e internacional em uma escala sem precedentes, combinando os esforços do governo, da iniciativa privada e da colaboração global”, disse a agência.
“Desde demonstrações iniciais a operações de superfície de longo prazo, a construção da Base Lunar oferecerá pontos múltiplos de entrada para que indústrias e parceiros internacionais participem, inovem e contribuam”.
Atualmente, várias solicitações de informação (RFIs) e solicitações de propostas (RFPs) foram emitidas pela NASA com relação às operações.
No passado, membros da indústria da arquitetura e design trabalharam em estreita colaboração com a NASA. O estúdio dinamarquês de arquitetura BIG projetou um disco rígido para a SpaceX, enquanto que o estúdio britânico Foster + Partners projetou torres com painéis solares para alimentar futuras estações espaciais.
Fonte: Dezeen
Este texto foi traduzido diretamente do artigo original publicado em inglês por Ben Dreith no site da Dezeen, a qual detém os direitos autorais sobre o mesmo e proíbe que ele seja reproduzido a partir do site da Sustenare News. Caso deseje republicar algum artigo da Dezeen, leia os termos dos direitos autorais da empresa.

SOBRE O AUTOR
Ben Dreith
Editor dos EUA na Dezeen. Responsável pela cobertura de arquitetura, interiores e design nos EUA e nas Américas. Já escreveu vários artigos sobre arquitetura e design de interiores. Antes da Dezeen, foi editor executivo da revista canadense NUVO.
